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segunda-feira, 17 de agosto de 2015
Tira dúvidas: Uso dos pronomes demonstrativos
I. – Este, esse
1– Este emprega-se, quando o emissor se refere a um ser junto ou perto de si próprio. Esse emprega-se, quando o emissor se refere a um ser junto ou perto do receptor:
(a) Este dicionário é melhor do que esse.
(b) Esta ideia dá bom resultado, mas essa não dá.
2 – Este emprega-se, quando, em determinado contexto, o emissor indica um termo que se encontra mais perto da palavra ou das palavras que se estão a proferir do que outro termo com que, geralmente, se relaciona:
(c) Há dois países de língua portuguesa com ortografia distinta: Brasil e Portugal. Mas este é mais antigo do que aquele.
1. – Este emprega-se, quando apresentamos ou mostramos algo/alguém desconhecido. Esse emprega-se, quando nos referimos a algo/alguém de que já se falou:
(d) Este assunto, de que vos vou falar, interessa imenso.
(e) Nesse momento, o Sol brilhou e tudo iluminou.
(f) Esse homem não quis seguir os meus conselhos.
2. – Este emprega-se também para distinguir determinado ser de um conjunto já mencionado:
(g) Como vemos, esta história é mais interessante do que as outras.
II. – Isto, isso
1. – Isto indica um ser que se encontra junto ou perto do emissor. Isso indica um ser que se encontra junto ou perto do receptor:
(h) Isto que eu estou a comer é muito saboroso, mas isso que tens aí não presta.
2. – Isto emprega-se relativamente ao que se vai apresentar como uma novidade, desconhecida do geral das pessoas, ao passo que isso indica coisa já conhecida:
(i) Ora reparem bem para isto que vou dizer, e vejam como interessa a todos nós.
(j) Isso que se diz por aí é já sabido de toda a gente.
Nota. – A palavra «ser» tem aqui os mesmos sentidos que vemos na linguagem da filosofia, isto é, uma realidade qualquer: um ser vivo ou não vivo, como por exemplo uma mesa, uma ideia, uma invenção... (o que antigamente se chamava um ser imaginário), como vemos nas frases (b), (d), etc.
Estas regras são as fundamentais. Há outros casos. Um exemplo. Determinada mulher faz o que não devia fazer. A vizinha que é até sua amiga diz: Ai, esta mulher, esta mulher...!
Resumo simplificado das escolas literárias
Em breve, deixarei disponível uma apostila com todos os movimentos literários e principais características e autores.
Trovadorismo: Escola literária existente na época da Idade Média, baseava-se em cantigas preparadas para divertir o povo e a nobreza. Teve forte influência da Igreja Católica, já que era ela quem controlava as expressões artísticas e culturais da época.
Humanismo: Foi um movimento cultural que, além do estudo e da imitação dos autores greco-latinos, fez do homem objeto de conhecimento, reivindicando para ele uma posição de importância no contexto do universo, sem, contudo, negar o valor supremo de Deus.
Classicismo: Foi o movimento literário que resgatou os valores e as culturas greco-latinos de forma mais intensa, exalta sua nação ao invés da mitologia antiga como faziam os clássicos, o poeta Camões, através da obra Lusíadas relatou a História de Portugal contando histórias dos bravos guerreiros.
Barroco: Foi um movimento literário da Contrarreforma, ou seja, da transformação da Igreja Católica, em detrimento da Protestante. Os autores barrocos expressam o conflito interno que as pessoas viviam na época, os principais foram: Gregório de Matos e Padre Antônio Vieira.
Arcadismo: Foi um movimento resultado de uma reação antibarroca, surgindo nos finais do Século XVIII. Retomou algumas características literárias do Classicismo, como o equilíbrio e a racionalidade, ficando também conhecida como Neoclassicismo.
Romantismo: Foi o movimento da expressão burguesa nas artes, nas ciências e na cultura. Defendendo a liberdade de expressão, inspirado na frase célebre da Revolução francesa "Liberdade, igualdade e fraternidade".
Realismo: É uma reação contra o romantismo: o romantismo era a apoteose do sentimento; o Realismo é anatomia do caráter. É a crítica do homem. É a arte que pinta a nossos próprios olhos - para condenar o que houver na nossa sociedade". Eça de Queiroz.
Naturalismo: Pode ser considerado como um realismo mais radical, pois também utilizava a literatura para descrever a realidade, porém com a diferença de se munir de teorias científicas poderosíssimas para constituir seu ponto de vista em relação ao mundo: o materialismo e o determinismo.
Parnasianismo: Foi a escola literária que consagrou o labor do poeta. Foi este movimento que retornou ao clássico, buscando sempre a perfeição poética e estética em suas obras. Refletiu bastante através da poesia sobre o próprio ato poético. Além de caracterizar-se por um exagero nas formas de seus sonetos.
Simbolismo: O que mais caracterizou essa escola foi o seu misticismo. Os poetas simbolistas não tentavam fazer poesias compreensíveis, pois eles queriam que os leitores se sensibilizassem para a construção poética, por isso utilizavam muitos símbolos, metáforas, linguagem figurada que sugerissem sensações aos leitores.
Pré-Modernismo: "Atualmente, nessa hora de tristes apreensões para o mundo inteiro, não devemos deixar de pregar, seja como for, o ideal de fraternidade e de justiça entre os homens e um sincero entendimento entre eles. E o destino da literatura é tornar sensível, assimilável, vulgar, esse grande ideal de pouco a todos, para que ela cumpra ainda uma vez a sua missão." Lima Barreto.
Modernismo: Foi um movimento que buscou arrancar-se das correntes estéticas do parnasianismo. Os autores modernistas refutavam tudo o que era antigo para construir uma nova poética, livre de qualquer tipo de regras. Teve forte influência das Vanguardas europeias, que eram movimentos artísticos que se iniciaram na Europa e se espalharam pelo mundo declarando seu amor estético pela liberdade.
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